.
capa
quem somos
o que fazemos
horario
hospitalidade
atividades
vida bedenetinas
vocacao
construcao
atualidades
texto
fotos

fale conosco

Visite nosso blog

 

Login

Folder
.
.

Mosteiro é um lugar que nasceu do desejo de fazer da procura de Deus um projeto comunitário de vida. As pessoas que decidem viver no Mosteiro chamam-se monjas ou monges e seu estilo de vida é chamado de vida monástica.

Nós buscamos unificar a nossa vida e torná-la simples e livre das amarras do ter, do poder e do prazer. Através deste caminho de simplicidade, desejamos  alcançar, com toda a consciência, como fim último: a vida plena e eterna, vivida desde agora na harmonia, na reconciliação e na felicidade, que se resume na PAZ em DEUS.Procuramos evangelizar o continente que somos, cada uma de nós, para participarmos da grande obra de construção do Reino de Deus

Para tanto, temos uma vida organizada segundo os seguintes princípios:

ORAÇÃO,
TRABALHO,
 ESTUDO
E VIDA COMUNITÁRIA, NA CONVIVÊNCIA FRATERNA.

O Mosteiro não será apenas um edifício diferente que marcará a paisagem do Roteiro Germânico do Rio Pardinho. Na sua  localização proeminente, o campanário do Mosteiro colocará, com certeza, uma nova marca no belo visual de Santa Cruz  mas será bem mais do que isto.

Sete vezes por dia soará um sino – um doce futuro sino – convocando as irmãs e a todos em cujo coração ecoar esse convite à prece  - para um encontro de louvor, de escuta da Palavra de Deus, de  reflexão e de intercessão por tantos bons e sofridos projetos mas também por tantos tristes e pungentes dramas que nos ferem, no dia a dia da cidade.  

Os monges, sempre em colaboração fraterna
com suas irmãs, as monjas,
conquistaram a Europa.
Mas não era este o seu objetivo.
A aventura deles é interior,
impelidos pela sede do Absoluto-
sede por um outro mundo de verdade e beleza,
despertados pela oração
seus olhares maravilhados se voltavam na direção da eternidade.
Então, os monges tornam-se aqueles que
distendem todo o seu ser
para a realidade que nunca se esvai.
Centros de aprendizado,
Encruzilhadas da civilização,
Os mosteiros são, sobretudo, dedos silenciosos
Apontados para o céu,
a teimosa lembrança
de um outro mundo
do qual este é apenas uma imagem,
uma porta de entrada...

Autor(a) desconhecido (a).

.

Uma breve crônica

.

Neste ano de 2007, fazem dez anos que era o mês de janeiro e o dia 25 foi uma bela tarde, não muito quente. A Catedral estava repleta de pessoas que foram para a missa das 17 horas, mas não só para isso. Iam também participar do nascimento do Mosteiro da Santíssima Trindade que, durante a Eucaristia daquele sábado, seria erigido canonicamente, isto é, passaria a existir de forma jurídica, na Igreja de Santa Cruz do Sul. Em seguida à homilia o Sr. Bispo leu o decreto de ereção canônica.

Depois da missa, concelebrada pelos três bispos amigos: D. Sinésio Bohn, D. Henrique Fröliche e D. Paulo Moreto, por Pe. Marcelo Guimarães,  Pe.Edson Damian, Pe. Erno Birck, Pe. Sizo de Assis Lima, ainda mais setenta pessoas subiram até a Casa de Retiros a fim de participar do “Início do Louvor Divino” no Mosteiro, com o canto das Vésperas, precedido pelo Lucernário e seguido pela  partilha de alimentos.

No dia 15 de outubro de 2000, depois de todo esse tempo de provisoria e precária instalação na Casa de Retiros,  esperávamos colocar na terra a primeira pedra do mosteiro definitivo, num serro da Linha Travessa.

Mas “o homem põe e Deus dispõe”: as chuvas não permitiram colocar na data escohida ( dia da grande edificadora de Mosteiros, Teresa d’Ávila) , o marco  inícial  das obras do Mosteiro.

Quem já viu o banner com a fachada do futuro mosteiro das monjas de São Bento pode ter-se perguntado: para que tanto telhado para uma pequena comunidade de irmãs?

Na verdade, um mosteiro é muito mais do que uma residência para as irmãs. E, ainda, o número das que o podem habitar não tem limite de crescimento.

Um mosteiro é uma pequena cidade onde as pessoas vivem, rezam, trabalham, estudam, acolhem e partilham com os que chegam, de perto ou de longe, a sua procura de Deus, a sua experiência de oração e a sabedoria de vida recolhida de uma tradição tão vasta como os quinze séculos da história beneditina. Ocorre sempre, também, uma fraterna partilha de recursos materiais, assim como se faz entre as famílias cristãs.

Se passearmos pela planta baixa do mosteiro, vamos encontrar duas regiões nitidamente distintas e fisicamente separadas: a área do acolhimento e a área da intimidade da família monástica. A igreja abacial faz o ponto de junção dessas duas regiões : ali todos se alimentam juntos com o pão da Palavra e com o pão da Eucaristia.

Na área do acolhimento encontramos as dependências da portaria e da administração,  as salas para o atendimento, que são grandes  para os grupos e bem pequenas para as conversas pessoais e o aconselhamento. Encontram-se também  o refeitório e a pequena copa, com o fogãozinho para o chimarrão, destinados aos hóspedes. No segundo pavimento vamos encontrar os quartos dos hóspedes, um estar e outros espaços necessários.

Na parte íntima da comunidade temos o solene espaço do refeitório monástico, que guarda um paralelismo de estrutura e ritos com a igreja -  na qual se põe a mesa da Eucaristia, a biblioteca cujo acervo está sempre em crescimento e é comparada ao arsenal daquela milícia do Senhor. A Biblioteca  possui anexos tranqüilos e silenciosos, destinados à leitura e ao estudo.

O noviciado, é uma sala ampla onde as novas monjas recebem aulas, instruções e a iniciação aos usos  monásticos. Inclui também a pequena sala onde a mestra recebe as noviças para conversas particulares.
Continuando nosso passeio chegamos à cozinha das monjas . Esta é a mesma que serve à hospedaria: assim os hóspedes adaptam-se a refeições bem feitas e bem apresentadas, mas simples e sóbrias das irmãs.

Chamamos celas aos quartos de dormir porque na verdade são pequenas células, onde  a monja tem apenas o leito, uma mesa de estudo e um  pequeno roupeiro. É um espaço de total silêncio e intimidade pessoal. Só as irmãs enfermas recebem visitas na cela. É um lugar de oração, de estudo e de repouso.
As monjas devem viver do trabalho de suas mãos e esse trabalho deve ser feito “dentro dos claustros do mosteiro”, diz a Regra de São Bento e a legislação da Igreja.

Podemos então ir até as “oficinas”: a cozinha, a despensa, a lavanderia, a sala de costura, o ateliê de velas, o de restauração e o de desenho,  a horta e o jardim, com seu depósito de ferramentas. Os diversos ateliês incluem-se entre as oficinas e cada mosteiro tem  as suas próprias. Aqui em Santa Cruz, as irmãs fazem restauração de imagens, velas decorativas, licores  e geléias e ainda cartões com mensagens. Há ainda as salas da administração, o arquivo e a secretaria.

Se não estão cansados convido-os a caminharem para a igreja .

Se desejam ainda andar, podemos ir ao escritório da superiora onde se organiza a vida comunitária e onde semanalmente as irmãs são atendidas para diálogo e orientação espiritual.

Do projeto consta a “Casa do Capelão” que na fase inicial da construção servirá como pequena hospedaria, para poucas pessoas.